Na última quarta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou uma lei que prevê que todos os hospitais públicos e privados devem manter uma estrutura para prevenir o tromboembolismo venoso (TEV), em quem está internado. Assim, os estabelecimentos de saúde deverão ter protocolos permanentes para prevenção e contenção de danos da doença, além de adotar medidas individualizadas para cada paciente. A norma tem 180 dias para começar a valer.
Quem fez essa proposta foi a senadora Daniella Ribeiro do partido Progressistas, da Paraíba, que destacou, em seu discurso, a importância do conhecimento e do tratamento adequado para a doença. Sem isso, as complicações podem escalonar de forma rápida e levar as pessoas à morte. Pacientes hospitalizados, especialmente aqueles que permanecem acamados por longos períodos, estão entre os grupos de maior risco para desenvolver a doença.
A aprovação da lei foi possível pela forte atuação da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), liderada pela coordenadora do CDT, a Professora Doutora Joyce Maria Annichino. As entidades consideram a nova lei um divisor de águas para a segurança dos pacientes no Brasil. A expectativa é diminuir os casos de tromboembolismo venoso e impedir maiores complicações que quase sempre podem ser evitadas.