» Por que doar?

Após o nascimento de seu (sua) filho (a), a placenta e o sangue do cordão umbilical são descartados como é de rotina. O sangue que resta neste material é extremamente rico em células jovens, imaturas que possuem a capacidade de dar origem a todas as células do sangue. Estas células são chamadas de células precursoras da linhagem hematopoiética.

Existem muitas doenças graves que durante o seu tratamento necessitam do transplante deste tipo de célula. Durante vários anos a única fonte das células precursoras era a medula óssea. Porém, para que o transplante de medula possa ter sucesso, é necessário que ela seja o mais compatível possível com o paciente e achar um doador assim é muito difícil mesmo na própria família.

O sangue de cordão se tornou nos últimos anos importante fonte de obtenção destas células. É um material facilmente obtido e manipulável. Devido à imaturidade destas células, não necessitam ser totalmente compatíveis com o paciente como no caso da medula óssea, sendo baixa a possibilidade de rejeição. Portanto um material que seria jogado fora se tornou importante, e em alguns casos, a única chance de transplante de alguns doentes.

Então você pode ajudar alguém a viver doando o sangue de cordão umbilical do seu (sua) filho (a) que irá nascer.

 

» Como ser uma doadora?

A doação é muito simples. Se você quiser doar, manifeste esta vontade durante a internação para o parto. A doação é um ato livre e voluntário, podendo você desistir de doar durante qualquer momento, até mesmo na hora do parto, sem que haja prejuízo ao seu atendimento hospitalar, assim como para seu (sua) filho (a). Segundo a legislação brasileira, é proibido receber qualquer forma de remuneração pela doação de sangue ou de órgãos.

Na internação iremos lhe fazer uma entrevista para saber se você é apta à doação. Abordaremos seus antecedentes clínicos, cirúrgicos, obstétricos, ginecológicos, antecedentes de doença hereditária na sua família e na do pai do bebê.

Atualmente o hospital credenciado para a captação de doadoras de sangue de cordão é a Maternidade de Campinas.

 

» E como é feita a coleta?

A coleta do sangue do cordão ocorre após o nascimento do bebê, durante o período chamado de dequitação placentária. Neste período o bebê já foi para os primeiros cuidados com o pediatra e o médico está aguardando a saída da placenta do organismo materno.

A enfermeira responsável pela coleta, irá puncionar a veia do cordão umbilical, que é a continuação da placenta e se encontra do lado de fora do corpo da mãe. Ela irá esperar que o sangue entre na bolsa de coleta, terminando o procedimento quando o sangue parar de fluir ou a placenta terminar de sair do organismo.

Portanto, como você pode perceber, a coleta não irá interferir no trabalho de parto de seu bebê nem com a saúde dele. Antes de ser congelado (criopreservado), o sangue de cordão é testado para afastar processos infecciosos, avaliando a sua vitalidade e capacidade de proliferação e é feita a determinação da tipagem HLA.

Também serão coletados exames de sangue da doadora para investigar doenças infecto-contagiosas (Chagas, sífilis, HIV, hepatites, etc). Com todos os resultados normais a bolsa pode ser liberada para transplante quando necessário.

Vale a pena lembrar que, por se tratar de doação, você não poderá reivindicar futuramente a bolsa doada para uso próprio ou de algum membro da família. Ela só poderá ser utilizada desde que não tenha sido transplantada em outro paciente.

Acesse o Folder Orientações para outras informações.

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