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Doação de medula óssea

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Você está sendo convidado a se cadastrar como doador voluntário de Medula Óssea no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea – REDOME, órgão do Ministério da Saúde responsável pelo cadastramento dos doadores.

A sua doação é voluntária, não haverá nenhuma forma de pagamento para o seu cadastramento no REDOME.

O objetivo do REDOME é captar doadores voluntários de medula óssea, onde são encontradas as células tronco hematopoiéticas (responsáveis pela origem de todas as células do sangue e do sistema de defesa da pessoa) – CTH, para auxiliar pacientes, brasileiros e/ou estrangeiros, que necessitem de transplante de medula, para o tratamento da sua doença.

Para se tornar um doador voluntário de medula óssea, é preciso vir até o Hemocentro, realizar um cadastro no REDOME e coletar uma amostra de sangue (10 ml) para exame de tipagem HLA aonde serão identificadas as características de suas células. Caso seja preciso, você será chamado para nova coleta de sangue, igual à primeira, para melhor caracterizar o resultado de seu exame.

O que é necessário?

  • Ter entre 18 e 35 anos de idade.
  • Um documento de identificação oficial com foto.
  • Estar em bom estado geral de saúde.

A medula óssea é encontrada no interior dos ossos, produz os componentes do sangue que circula nos vasos sanguíneos: As hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas (células da coagulação do sangue). Pelas hemácias, o oxigênio é transportado dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico é levado destas para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo, inclusive nos defende das infecções. Como já definido acima, as plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

O transplante de medula óssea consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula.

Porém, essa substituição também pode ser feita a partir de células precursoras de medula óssea obtida do sangue circulante de um doador ou do sangue do cordão umbilical;

O transplante é chamado autólogo, quando a medula óssea ou as células precursoras provêm do próprio indivíduo transplantado (receptor). Ele é dito alogênico, quando a medula ou as células provêm de um indivíduo diferente (doador).

Diz-se que o doador é aparentado quando ele e o receptor são irmãos ou outros parentes próximos (geralmente pais). Quando eles não guardam parentesco ente si, o doador é classificado como não aparentado.

Os doentes com produção anormal de células sanguíneas, geralmente causada por algum tipo de câncer, como, leucemia, linfoma e mieloma, são os que são tratados com transplante de medula óssea, ou de células precursoras. Também, os doentes que tem uma doença chamada aplasia de medula ou pacientes cuja medula tenha sido destruída por irradiação.

O receptor e o doador devem ter características celulares iguais ou muito semelhantes, para que o transplante tenha sucesso. Essa compatibilidade é avaliada por meio de exames de sangue, chamados exames de Histocompatibilidade.

Estima-se que a chance de se encontrar um doador compatível seja de 1 em 100 de doadores aparentados e 1 em 100 mil não aparentados.

Quando não há um doador aparentado compatível, procura-se por um compatível num “Banco de Medula Óssea”. O Banco

necessita de um número elevado de voluntários para aumentar a possibilidade de encontrar um doador compatível.

Antes da doação de medula óssea ou de células precursoras, o doador compatível passa por exames médico e de laboratório para certificar seu bom estado de saúde. Exame de Compatibilidade é repetido, para confirmar a compatibilidade. Não há qualquer exigência quanto a mudanças de hábitos de vida, de trabalho ou de alimentação.

No caso de doação de medula óssea por punção direta, será retirada do doador a quantidade necessária (menos de 10%), sob anestesia geral e em Centro Cirúrgico. Os doadores passam por uma pequena cirurgia de aproximadamente 90 minutos. São feitas de 4 a 8 punções na região pélvica posterior para aspirar a medula. Dentro de poucas semanas a medula estará inteiramente recomposta.

No caso de doação de precursores hematopoiéticos, o doador voluntário, após cinco dias de administração de um medicamento, por via subcutânea (para a mobilização de células precursoras até o sangue periférico), submeter-se à ambulatorialmente, a um procedimento chamado aférese, em uma ou duas vezes, para a obtenção de células-tronco circulantes (no sangue periférico). Neste caso, não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo todos os procedimentos feitos pela veia.

Os riscos para o doador são praticamente inexistentes. Até hoje, não há relato de nenhum acidente grave devido a este procedimento. Os doadores de medula óssea costumam relatar um pouco de dor no local da punção.

Na doação de medula óssea, o doador é liberado no dia seguinte; na de célula precursora, no mesmo dia.

Depois de um tratamento (quimioterápico ou radioterápico) que destrói a Medula Óssea do próprio paciente, ele recebe a transfusão da Medula Óssea ou as Células Prercusoras do doador, como se recebe uma transfusão sanguínea. Em semanas, o material transplantado já estará produzindo Células novas e recompondo a Medula Óssea do Receptor.

Você pode doar sangue nos postos fixos do Hemocentro ou nas coletas de equipes móveis:

Posto Unicamp – Hemocentro

Hospital Mario Gatti

Posto Mário Gatti – Hospital Municipal Dr. Mário Gatti

Hospital de Sumaré

Posto Sumaré – Hospital Estadual de Sumaré

Santa casa de Piracicaba

Posto Piracicaba – Hemonúcleo

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